Não confie cegamente em pesquisas, estudos e livros

Triste, porém verdade. A maior parte das pesquisas estão em função da indústria farmacêutica. Isso pode não ser novidade para você, e por esse mesmo motivo não vou falar a respeito desse tema mais do que ultrapassado!

Todo mundo está cansado de ouvir a respeito dos Illuminatis e as teorias da conspiração, mas realmente não perco meu tempo com isso. Um único grama de toxina botulínica, jogado no reservatório de água de uma cidade de 1 milhão de habitantes, é capaz de matar toda a população. Por isso eu não acho que a humanidade esteja assim TÃO perdida. Existe esperança minha gente! Até mesmo por que é muito simples matar milhões da noite para o dia, e, se não fazem, é simplesmente porque não querem; pelo menos não dessa forma.

O que quero discutir neste artigo é algo bem diferente, quero lhe convidar a conhecer meu ponto de vista para entender como eu me tornei cético a respeito de pesquisas, estudos e até mesmo de livros.

Bem, a verdadeira pesquisa é aquela que busca a verdade. OK; mas não é bem isso que vemos acontecer por aí. A verdadeira pesquisa realmente deveria ser a respeito da busca da verdade, mas qual verdade? O que é a verdade? Existe verdade tratando-se de algo tão complexo como o ser humano? Uma doença pode ser curada de várias formas, com vários tipos de protocolos; então como é possível existir uma verdade universal? Realmente podemos tomar as pesquisas como base para saber se algo funciona ou não? O que faz bem para mim pode fazer mal para você!

No começo, quando tudo era novidade, eu ficava maravilhado com cada livro novo que terminava de ler. Percebia o quanto anda tinha para aprender, mas acontece que eu estava lendo muito a respeito de apenas um tema e deixando de lado o restante que eu não acreditava ser verdade. Isso é um erro. Por mais que eu não acreditasse eu precisava conhecer o outro lado e perder o preconceito. Foi quando eu comecei a me deparar com os primeiros conflitos de informações. Quem estuda nutrição/saúde sabe bem do que estou falando. Se a pessoa não souber lidar com isso ela acaba largando a profissão.

O que eu já percebi é que cada autor/pesquisador escolhe algo como verdade absoluta e então faz disso o assunto central de seus estudos, algo que ele vai seguir até o final de sua vida. Perceba, cada autor escolhe uma verdade absoluta e defende isso como se fosse a sua vida.

Quando alguma pesquisa leva à conclusões que vão contra qualquer coisa que ele acredita, o que ele faz? Manipula; ou pesquisa ainda mais a “fundo”, até o resultado ficar a seu agrado. Essas pessoas dizem que se baseiam em fatos concretos, pesquisas as quais vão de encontro com a verdade que elas acreditam. E a outra pesquisa, quem disse que não é verdadeira também? Ah claro, esqueci-me que ELE não acredita naquilo, ELE é o dono da verdade.

Como eu já disse, perdi o preconceito de ler apenas a respeito das coisas que eu acredito, eu gosto de conhecer todos os lados da história antes de tirar minhas conclusões, mas sempre lembrando que estou lidando com pessoas, seres vivos que não são estáticos como os arranha-céus de uma metrópole. Quando você leva em consideração que o objeto de estudo é um ser vivo, você aprende a não individualizar os fatos, e descobre que nada serve como verdade universal.

Eu fico abismado quando abro um livro ou um site que trata apenas de um assunto, vamos pegar a vitamina D como exemplo. Você já deve ter encontrado alguém que defende fortemente a vitamina D. Não estou dizendo que é ruim, muito pelo contrário, mas as pesquisas e os autores associam a vitamina D com todos os tipos de doenças que existem, como se apenas suplementando vitamina D você estará livre de todo o mal que existe no mundo. Isso é um exagero sem fundamento. Será que a pessoa está doente por falta de vitamina D ou será que a doença causou a falta de vitamina D? A segunda opção parece mais sensata.

Outra coisa que eu vejo muito é o que eu chamo de “milagres da saúde”. Poderia se chamar “panacéia da saúde” que significa “remédio para todos os males”, mas não é todo mundo que compreende esse termo. Já me deparei com vários “milagres da saúde”; caí em quase todos , pois ainda era inexperiente e não tinha a maturidade que tenho hoje. Quase sempre tem uma pessoa por trás desse “milagre”, defendendo como se fosse sua vida, inventando histórias de cura, se for preciso. Sempre tem dinheiro envolvido no meio, sempre! Ou então quando alguém consegue curar seus problemas com algum(a) /fármaco/dieta, e sai evangelizando todo mundo dizendo que só aquilo é verdade e que o resto é inútil e errado. Não posso falar muito pois já fui assim também! rss

Não estou dizendo para você não acreditar mais em nada, só estou falando para ficar mais experto e não tirar conclusões por ter visto/vivido apenas um lado da história, sem levar em consideração que na saúde não existe certo ou errado.

Na questão dos livros, eu gosto muito de ressaltar o exagero dos seus autores. Eles pegam um assunto e demonizam como se fosse a pior coisa do mundo. Nada é perfeito e sempre existem os prós e contras. Mas em seus livros apenas os prós são mostrados. Lendo esses livros você fica animado, pois acha que todos os seus problemas vão se resolver seguindo as dicas, mas aos poucos você descobre que não aconteceu tudo aquilo que o livro dizia. Isso acontece porquê o livro é um produto, e como todo produto precisa ser bem apresentado para gerar lucro. Seus autores pegam apenas os casos de sucesso e colocam no livro, excluindo por completo os casos em que nada aconteceu (o que não é atrativo). A mesma coisa acontece com o portfólio de uma empresa; a empresa não vai contar os casos que fracassaram, apenas os casos de sucesso. Já nos livros os casos de sucesso são a grande minoria, mas estão espalhados por todo o livro.

Voltando para o lado das pesquisas… quando algum pesquisador encontra uma pesquisa que confronta o que eles acreditam, o que eles fazem? Eles mudam o que acreditam ser verdade? Não! Se a pesquisa não concorda com ele, então ele ataca a pesquisa. Se isso não for o suficiente ele ataca os pesquisadores. Poucos são os autores que possuem maturidade o suficiente para dizerem “eu estou errado” e mudar de opinião.

Não pense só porque um artigo está bem escrito e com vários nomes de médicos no rodapé que é um artigo do “bem”.  As pessoas, na maioria do tempo, trabalham para ganhar dinheiro, não para lhe ajudar.

Nesse meio de nutrição e saúde você encontra o que você estiver procurando, por exemplo, todos nós sabemos que a terra é redonda, mas se você jogar no google “A TERRA, NA VERDADE, É QUADRADA, OCA, E MORA ALIENÍGENAS NO SEU INTERIOR!”, com certeza você encontrará dezenas de sites falando sobre como isso é verdade, e com vários fatos que comprovam tudo isso. Você acha o que procura. Depois de 30 minutos lendo sobre o assunto você começa a pensar… “meu deus, fui enganado esse tempo todo, vou xingar muito no twitter”. rss

Uma coisa que aprendi com isso é que não dá para confiar em ninguém a não ser em você mesmo, e principalmente no seu organismo. Portanto, também vai de você acreditar em mim, ou não.

Imagine o seguinte… em um mundo onde não existissem espelhos, fotos ou vídeos… como você saberia que cor são seus olhos? Você teria que acreditar na opinião das outras pessoas. E se por algum motivo essas pessoas lhe dissessem que seus olhos são ‘negros” em vez da verdade (azuis)? Você seria condicionado a viver toda sua vida sem a emoção de saber que seus olhos são azuis e que se destaca da maioria, simplesmente pelo fato de ter acreditado em uma coisa que lhe falaram e que você tomou como verdade, sem consultar os mestres dos mestres, seu próprio organismo!

Estar certo ou errado não é o caminho a seguir. O certo é estar sempre preparado para as mudanças e ter humildade para aceitá-las.

Então, deixe-me reforçar: a verdadeira pesquisa deveria ser feita sobre a verdade “verdadeira”, não uma busca para reforçar o que a pessoa acredita.

Siga-me no Facebook para ficar por dentro das minhas postagens: Diórgenes Tochetto.

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