A vesícula biliar é mesmo importante para nós?

Hoje em dia cada vez mais pessoas estão submetendo-se à colecistectomia (retirada cirúrgica da vesícula biliar) sem ao menos tentarem métodos naturais de cura para que possa ser possível preservar esse órgão tão importante.

Frequentemente ouvimos médicos dizendo que a vesícula não fará diferença na digestão do paciente ou até mesmo que sua vida será melhor sem uma vesícula, já que essa mesma está causando-lhe alguns “problemas”. Será mesmo que a natureza foi tão estupida ao criar algo desnecessário?

Imagino que em um futuro não muito distante a retirada da vesícula será encarada como uma cirurgia de precaução, igual a retirada dos dentes de sisos. O médico irá se dirigir à mãe, logo após ter seu filho, ainda na maternidade, e irá oferecer a colecistectomia para o seu bebê, com o pressuposto de que é um órgão desnecessário e que é bom evitar problemas futuros. A mãe, maravilhada, concorda e decide entrar junto na faca para evitar futuros “problemas”. Se a medicina continuar nessa linha de raciocínio de que é melhor remediar, arrancando uma parte do corpo, em vez de cuidar, então não estamos muito longe dessa cena na maternidade ser real.

“Seu bebê nasceu com um problema chamado ‘vesícula’, precisaremos removê-la!”

Quando falo em “cuidar” estou referindo-me, principalmente, à alimentação e à mudança de hábitos que fazem a vesícula ficar doente, seja com cálculos, pólipos, inflamação ou até mesmo câncer. Quem diz que a vesícula não tem “muita” importância não sabe a besteira que está dizendo.

A vesícula biliar é um pequeno órgão de armazenamento localizado logo abaixo do fígado, e mede em torno de 10 cm (isso depende muito da altura da pessoa). Apesar de pequeno em tamanho, a vesícula biliar desempenha um papel importante na digestão dos alimentos. Uma das funções mais importantes da vesícula biliar é o armazenamento da bile que é criada pelo fígado, através dos hepatócitos. Por dia é criado, aproximadamente, 1 litro e meio de bile. A bile é um fluido viscoso, de coloração amarela, marrom ou verde; é alcalina e tem um sabor muito amargo. Sem bile suficiente a maior parte dos alimentos consumidos não são digeridos ou são parcialmente digeridos.

Uma vesícula normal, retém, em média, 56 gramas de bile. Porém, quando chega à vesícula, a bile não conserva a forma que tinha no fígado. Há uma grande reabsorção de sal e água na vesícula, que reduz o volume de bile à décima parte da sua quantidade original. Os sais biliares não são absorvidos, o que significa que sua concentração aumenta dez vezes. Por outro lado, a vesícula acrescenta muco à bile, que a transforma em um material mucoso. Sua alta concentração faz com que a bile seja um fluído digestivo muito potente.A bile é empurrada para dentro da vesícula biliar por peristaltismo (contrações musculares).

As paredes do duodeno contêm receptores sensoriais que monitoram a composição química do quimo (alimentos parcialmente digeridos que saem do estômago) que passa pelo esfíncter pilórico para o duodeno. Quando essas células detectam proteínas ou gorduras, elas reagem produzindo o hormônio colecistoquinina (CCK). O CCK entra na corrente sanguínea e se desloca para a vesícula biliar onde estimula o tecido do músculo nas paredes da vesícula. É importante frisar que a acidez do quimo também é muito importante para que esse mecanismo ocorra com sucesso; um quimo alcalino não fara a vesícula trabalhar, muito menos o pâncreas.

Quando o hormônio CCK chega à vesícula biliar, ele aciona o tecido muscular na camada muscular da vesícula a se contrair. A contração do músculo faz a bile sair da vesícula biliar em direção ao ducto cístico. A partir do ducto cístico, a bile entra no ducto biliar comum (colédoco) e deságua na ampola de Vater (também conhecido apenas como “ampola”), onde os ductos biliares se unem com o ducto pancreático. A bile flui da ampola de Vater para o duodeno onde ela (a bile) quebra as gorduras em massas menores para facilitar a digestão pela enzima lipase pancreática.

Com pouca bile disponível no momento em que você faz uma refeição rica em gordura e proteína, a sua capacidade de absorção de vitaminas solúveis em gordura (lipossolúveis) fica muito reduzida. As vitaminas lipossolúveis são: vitamina E, vitamina A, vitamina K e vitamina D; que necessitam de uma eficiente digestão de gorduras para serem absorvidas. Dessa forma, quem não tem uma vesícula biliar poderá se tornar deficiente nessas vitaminas. Por exemplo, para permitir que o intestino delgado absorva gorduras e cálcio dos alimentos ingeridos, eles primeiramente devem se misturar com a bile. Quando as gorduras não são absorvidas corretamente, isso significa que a secreção da bile não está sendo suficiente. A gordura não digerida continua no trato intestinal. Quando chega ao cólon, com outros resíduos, as bactérias a reduzem a componentes de ácidos graxos ou ela é eliminada pelas fezes. Como a gordura é mais leve que a água, as fezes podem flutuar no vaso sanitário. Se não é absorvida também não há absorção do cálcio, causando um déficit no sangue – que, posteriormente, toma o que restou de cálcio nos ossos. A maioria dos problemas de densidade óssea (osteoporose) é resultante da secreção insuficiente da bile e da digestão pobre de gorduras, e não de um consumo insuficiente de cálcio.2 A falta de uma vesícula biliar resulta em falta de bile.

Eu poderia escrever um livro inteiro apenas comentando os malefícios que a falta de bile causa na saúde, mas deixarei isso para um outro momento.

Outro fator preocupante para quem não tem uma vesícula biliar é o fato de a eliminação de toxinas através da bile ficar comprometida. O fígado elimina quase todas suas toxinas através dos hepatócitos, que são as células que fabricam a bile. Essas toxinas deveriam ir junto à bile direto para a vesícula, mas no caso de quem não tem uma vesícula, essa bile cairá diretamente no intestino, ou seja, toxinas que não deveriam ir para lá, naquele momento (sem ser junto a uma refeição), vão e são reabsorvidas pelo lento trânsito intestinal causado pela falta de fibra (ou alimento, de uma forma geral).

Não é de se espantar que as pessoas que retiraram suas vesículas sentem-se desconfortáveis após comer. Essas pessoas também começam a ter dificuldade em manter o peso, mesmo que estejam comendo normalmente, como antes. Esses indivíduos, caso comam tudo o que quiserem, sem regras, também possuem um risco maior de desenvolver um fígado gordo (esteatose hepática).

Agora você percebe como a vesícula biliar é preciosa! É preocupante saber que muitas pessoas estão removendo suas vesículas sem ao menos tentarem resolver o caso de forma natural.

A vesícula biliar pode não ser a causa de qualquer um dos seus sintomas. Na verdade ela pode ser a causa de apenas alguns dos sintomas e tirá-la não aliviará todos os problemas. Você não precisa entrar em pânico se tem uma vesícula biliar com algum problema, primeiro tente tratar a causa primaria, ou seja, melhorar o funcionamento do fígado para que o seu fígado crie bile saudável, permitindo que sua vesícula biliar se cure naturalmente.

As doenças da vesícula, normalmente, têm origem no fígado. Quando os lóbulos hepáticos ficam estruturalmente distorcidos, em razão da presença de cálculos biliares intra-hepáticos, a pressão sanguínea começa a se elevar na veia porta, causando o aumento da pressão sanguínea na veia que drena o sangue venoso da vesícula para a veia porta. Essa eliminação incompleta de dejetos pelo canal cístico causa um acúmulo de resíduos ácidos nos tecidos da vesícula, o que, gradualmente, reduz o nível de estamina e o seu funcionamento. A formação de cálculos biliares é apenas uma questão de tempo.3

De acordo com um estudo publicado no British Journal of General Practice, verificou-se que ter a vesícula biliar removida cirurgicamente nem sempre alivia a dor abdominal superior. Isto também é verdadeiro para aqueles que têm cálculos biliares.4

Nesse estudo, 45% dos pacientes com “dor biliar” não tinham cálculos biliares. Os cálculos biliares são muito comuns, mas eles nem sempre são a causa da dor do paciente. Então, se você tiver dor abdominal superior e cálculos biliares comprovados, não assuma que a dor é causada por cálculos biliares.

Se você tiver um problema crônico na vesícula biliar, não há necessidade de entrar em pânico e correr para a cirurgia para ter sua vesícula removida. Se você teve/tem um grave ataque de vesícula biliar, em que a infecção ou obstrução da vesícula biliar está envolvida, bem, então isso é uma questão diferente! Nessa situação ter sua vesícula biliar removida pode salvar a sua vida..

Removendo a sua vesícula biliar talvez não ajude qualquer um dos seus sintomas e pode fazer a sua digestão ficar muito pior! PARA SEMPRE!

Os cálculos biliares são muitas vezes silenciosos e assintomáticos. Muitas pessoas vão para as suas sepulturas com os cálculos biliares que nunca causaram qualquer tipo de problema. Se você tiver dor abdominal superior e cálculos biliares comprovados, é importante verificar se há outras causas de dor abdominal superior, tais como úlceras do estômago, gastrite, refluxo, distúrbios pancreáticos, infecções gástricas e fígado gordo; estes podem ser tratados de forma eficaz, de modo que muitas vezes é possível evitar a cirurgia da vesícula biliar. É também possível dissolver cálculos biliares lentamente, ao longo do tempo, com estratégias dietéticas e nutricionais.

Um estudo publicado no British Journal of Surgery constatou que 40% dos pacientes que tiveram sua vesícula biliar removida não obtiveram alívio de seus sintomas. Mais de 60% das cirurgias de vesícula biliar são desnecessárias e em muitos pacientes a remoção da vesícula biliar não alivia os sintomas. As pessoas que tiveram suas vesículas removidas acham que nunca mais terão problemas. Infelizmente, neste exato momento, está crescendo mais pedras nos ductos intra-hepáticos (dentro do fígado) o que causam uma lista enorme de problemas (para mais informações leia o livro Limpeza do Fígado e da Vesícula, do autor Andreas Moritz).

O procedimento cirúrgico para retirar a vesícula chama-se “colecistectomia”. A colecistectomia é um procedimento bastante seguro. No entanto, como em qualquer outro procedimento cirúrgico, as complicações podem ocorrer, como o sangramento e a infecção. Menos comumente podem ocorrer lesões de órgãos vizinhos ou dos canais biliares. Também existem os casos de morte, poucos, mas existem.

Um estudo feito em Janeiro de 1997 a Janeiro de 2001 com 1.123 pacientes submetidos à colecistectomia por via aberta e laparoscópica, sendo 930 (82,8%) do sexo feminino e 193 (17,2%) do masculino, analisou a incidência das complicações pós-operatórias.5

O estudo incluiu 1.123 pacientes submetidos apenas à colecistectomia por doença litiásica, foram excluídas as colecistectomias realizadas por trauma, por doença neoplásica pancreática ou biliar, as realizadas em associação com operações abdominais simultâneas (exceto da via biliar), ou por outras indicações.

Em 26 casos (2,3%) das cirurgias por via laparoscópica, foi preciso fazer a conversão para via aberta. As conversões se deveram à: dificuldade técnica (50%), coledocolitíase (26,9%), lesão de colédoco (11,5%), sangramento (7,7%) e fístula colecisto-duodenal (3,8%). Nos homens, observaram-se apenas dois casos, sendo um por dificuldade técnica e outro por fístula colecisto-duodenal. No grupo feminino, entre as 24 conversões anotaram-se as seguintes causas: dificuldade técnica em 12 pacientes (50%), coledocolitíase em sete (29,2%), lesão de colédoco em três (12,5%) e sangramento em dois casos (8,3%).

Em relação aos acidentes intraoperatórios observados, temos em ordem de frequência decrescente: 90 casos (8%) de sangramento, sete (0,6%) lesões de via biliar, três (0,3%) lesões hepáticas e uma (0,1%) lesão duodenal.

Trinta e nove pacientes (3,5%) evoluíram com complicações, sendo 13 (6,7%) do sexo masculino e 26 (2,8%) do feminino. As complicações anotadas são especificadas na tabela a seguir:

Complicacoes_pos-05

A mortalidade operatória foi de 0,4%. Dentre os cinco casos de óbito, quatro (2,1%) foram do sexo masculino e 1 (0,1%) do feminino, sendo as causas de morte: pancreatite grave (1,6%), abdome agudo vascular (0,5%), peritonite pós-reparo de lesão duodenal (0,1%).

Outro estudo com 243 pacientes submetidos à colecistectomia videolaparoscópica no período entre setembro de 2001 e novembro de 2003 analisou as complicações pós-operatórias.6

O estudo teve como resultado: 83 das 243 cirurgias apresentaram algum tipo de complicação. Destas, 41 (49%) apresentaram somente complicações pré-operatórias, 29 (35%) apenas pós-operatórias e 13 (16%) ambas. Das complicações pré-operatórias, 61% foram complicações menores relacionadas ao ato (ruptura da endobolsa, queda de cálculo na cavidade, perfuração da vesícula biliar), 24% complicações maiores relacionadas ao ato (sangramento do pedículo biliar, lesão de via biliar principal), 2% complicação menor não-relacionada ao ato (sangramento de portais) e 13% complicações maiores não-relacionadas ao ato (problemas técnicos, lesão de outras vísceras, enfisema retroperitoneal). Das complicações pós-operatórias, 49% foram complicações precoces menores (dor, vômitos, distensão abdominal, febre, cefaleia), 22% complicações precoces maiores (pancreatite, diarreia, infecção do portal, infecção de sítio cirúrgico visceral), 20% tardias menores e 9% tardias maiores.

Eu não estou encorajando você a evitar a remoção da vesícula biliar, muito menos estou sugerindo para você ir contra o que seu médico está dizendo para fazer. Apenas proponho que você tente eliminar essas pedras, e outros problemas da vesícula e do fígado, de maneira natural; seja com mudança de hábitos alimentares, com nutrição especializada ou com as Limpeza do Fígado e da Vesícula (clique no link para você ser direcionado ao grupo no Facebook).

A seguir você irá ler alguns depoimentos de pessoas que já retiraram suas vesículas, coletados do grupo no Facebook da Limpeza do Fígado e da Vesícula, o qual você está convidado(a) a participar.

Gostaria de frisar que esses depoimentos não resumem como as pessoas se sentem em relação à cirurgia de remoção da vesícula. São casos especiais em que as pessoas continuam lutando por sua saúde. Na maioria dos casos o ato cirúrgico é muito tranquilo com poucos inconvenientes, mas gostaria de lhe lembrar que com a remoção da vesícula a sua digestão nunca mais será igual, como eu expliquei em todo esse artigo.

Uma vez escutei a seguinte frase: “Assim como os cozinheiros podem errar a mão no sal, os médicos também podem cometer erros”. Por isso devemos evitar ao máximo cirurgias desnecessárias.

_______________________________

Daniela Guimarães, 30 anos. “Eu fiz a cirurgia no dia 28/02/2013. Na verdade nem sabia que tinha pedra na vesícula, até sentir uma dor horrível e ir parar no hospital com uma pancreatite, fiquei cinco dias internada e no terceiro dia fiz a cirurgia (só fiz pelo medo que o médico me colocou devido a pancreatite). Hoje estou bem, porém sinto muita azia e fora as diarreias quando como algo mais forte (gorduras). Ah… e pode ser coisa da minha cabeça, mas engordei mais (sempre fui gorda) e hoje tenho uma dificuldade maior para emagrecer.”

Juliana Venancio, 36 anos. “Fiz a colecistectomia em 2005 após uma gravidez, infelizmente a cirurgia foi um desastre tive uma lesão nas vias biliares e em decorrência disso cirrose hepática e 3 reconstruções de vias biliares nestes últimos anos, todas laparotomias.”

Maria Fregonezi, 53 anos. “Retirei a vesícula há uns 4 anos, melhorei muito, pois tinha muitas pedras e me sentia muito mal, mesmo; apesar de não poder mais me alimentar como antes, minha dieta é totalmente sem gorduras, leite, refrigerantes; açúcar e carne meu organismo rejeita, se como passo muito mal com sintomas de enjoo.”

Luciana Luppo, 40 anos. “Eu removi a vesícula em outubro/2008. Não tinha sintomas, mas hoje penso que umas três dores que senti na boca do estômago no decorrer do ano poderia estar associado. Um dia senti uma dor e fui ao PS, tomei soro, marquei consulta com minha médica e fizemos um ultrassom de abdome total que, de cara, indicou pedra na vesícula. Passei no gastro que me indicou cirurgia e em menos de uma semana a removemos. O médico disse que nada mudaria em minha vida. Santo Deus! Os trinta dias subsequentes à cirurgia foram horríveis após almoço. Eu almoçava em restaurante por Kg e voltava correndo para ir ao wc. Após esse período, o médico disse que voltaria tudo ao normal, mas de lá pra cá as coisas só pioram. Um ano após tive meu segundo filho, dez meses depois tive um cisto de ovário que deixou minha barriga como a de gestante novamente – removi o mesmo e ele estava com 14 cm. Depois dessa remoção, minha saúde despencou. Gastrite, intolerância glicêmica (quase diabetes)… Dois anos depois cai de paraquedas na Naturopatia. Aprendi medicina chinesa e outras técnicas, compreendo hoje que tudo isso vem do fígado… Já entendi também o que pode ter contribuído pra tudo isso. Começo a engatinhar na alimentação alcalina e agora planejo iniciar minhas limpezas de fígado a partir de janeiro, quando eu estiver em casa.”

Sonia De Moura Contente, 54 anos. “Eu, infelizmente, tive que tirar a vesícula em 2008, pois sentia dores praticamente dia e noite e não conhecia outra opção. Eu acho que engordei muito depois que tirei a vesícula, se fosse hoje, com o conhecimento que adquiri com meus amigos, não tiraria de modo algum.”

Vanilda Campanha, 48 anos. “Fui diagnosticada com mini pedras na vesícula, eram minúsculas, então fui encaminhada pra cirurgia imediatamente para retirada da mesma! Isso ocorreu no ano de 1996 e, infelizmente, nunca mais fui a mesma. Depois da cirurgia tenho muitas dificuldades de manter o peso ideal… Desenvolvi diabetes gestacional em 1997 e desde então luto contra a balança… hoje tenho 48 anos residente na cidade de Mogi Das Cruzes e aderi à alimentação alcalina, mas ainda em evolução!!! Sofro de dores na lombar e também fêmur e pernas, sou usuária de cloreto de magnésio e também bicarbonato de sódio.”

Jerusbel B. Zatti, 55 anos. “Operei da vesícula há uns 10 anos, estava internada com cólicas renais e quando fizeram o ultrassom abdominal detectaram várias pedras na vesícula, eu sofria de dores estomacais desde menina, pensando sempre que fosse gastrite, então pouco tempo depois os médicos me orientaram a procurar um gastro para tratamento da vesícula, o qual me informou que precisava operar urgente. Fiz a cirurgia e tive um pós operatória; depois de 02 dias com muitas dores nas costelas, o cirurgião informou que era normal, devido à laparoscopia. Passado este tempo não tive mais dores abdominais, só mudou um pouco a minha digestão, pois evito comer produtos gordurosos; uma que eu nunca gostei mesmo, só tive esta alteração, se comer alimentos gordurosos, solta o meu intestino, de resto tudo normal. Tenho uma alimentação bem equilibrada, tomo muita limonada e laranjada, devido ao meu problema renal que também está bem controlado.”

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AVISO LEGAL-01

Referências: 

  • Moritz, Andreas. Limpeza do Fígado e da Vesícula. Página 38.
  • Moritz, Andreas. Limpeza do Fígado e da Vesícula. Páginas 25-26.
  • Moritz, Andreas. Limpeza do Fígado e da Vesícula. Página 45.
  • 4 British Journal of General Practice de 2004; 54: 574-79
  • 5 www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-69912004000100011&script=sci_arttext
  • 6 www.unifenas.br/pesquisa/semic/iiisemic/anais/trab/Medicina/resumos/med26.PDF

24 Respostas para “A vesícula biliar é mesmo importante para nós?

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  3. Todas as pessoas deveriam ter acesso a essas informações antes de fazer uma cirurgia de retirada de vesícula. O que os médicos fazem para ganhar dinheiro é um crime.
    No meu caso passei por três médicos diferentes e todos disseram que minha vesícula estava comprometida e teria de retirar para evitar um pancreatite. Hoje dois anos depois da cirurgia continuo com os mesmos sintomas que me levaram a procurar tratamento na época, ou seja, a retirada da vesícula em nada diminuiu os meus sintomas e agora tenho muitos outros problemas causados por deficiência de diversas vitaminas que meu organismo não absorve mais.
    Obrigada Diórgenes por evitar que muitas pessoas caiam na mesma cilada que eu caí ( da máfia capitalista da medicina).

  4. Meu irmao retirou a vesícula e vive muito bem. Ele faz um revisao anual e cuida a dieta, nada mais. Antes da retirada fez ecografia e endoscopia e também biopsia de tecidos. Quem desenvolve cálculo biliar grande nao tem muitas opçoes, pois as dores limitam a vida normal.

  5. Acredito que estejam sendo muito radicais ao dizer que a cirurgia não deve ser feita. Cada caso é um caso, e acredito que um médico tenha pleno conhecimento dos melhores procedimentos, do contrário eles poderiam enrolar seu diploma e fumar, já que teoricamente passaram 5 ou 6 anos dedicando sua vida a toa a estudar. Eu fiz a cirurgia há poucas semanas, minha recuperação está sendo ótima, não tive nenhuma complicação até então… e só eu sei as dores absurdas que eu tinha cada vez que comia algo diferente, ou até mesmo sem comer nada, pois as pedras mexiam por conta própria. É uma dor insuportável que só quem já teve pode dizer. Mas o mais estranho é você ter colocado somente depoimentos de pessoas que estão sofrendo após a cirurgia, mas será que todas elas estão nesse sofrimento por estarem sem a vesícula realmente? Algum médico atestou isso? E estes métodos naturais, quais seriam? Alguns que eu pesquisei, se eu tivesse realizado, certamente estaria morto, pois causaria o deslocamento das pedras podendo cair nos dutos biliares causando icterícia, quem sabe até uma pancreatite aguda.

  6. Fiz cirurgia retirada vesícula, pois tinha pedras. Só gostaria de saber o pq desde entao engordei 10 kg em um ano…minha alimentação é a mesma, ainda com restrição de gordura. Faço academia e caminho tds os dias, nao entendo…

  7. Fiz a dois anos a cirurgia bariátrica (bypass). Estou fazendo a limpeza da vesícula. Já fiz duas vezes e não obtive sucesso. Não foi expelido nenhuma “pedra”, inclusive na última que fiz estou sentindo um pouco de dor no lado da vesícula. Isso é normal, a limpeza funciona para pacientes que fizeram a cirurgia bariátrica?

  8. Que pena q so li seu artigo agora. A tres mese fiz cirg da vesicula. Hj sofre com a diarreria e doress em baixo da cosrela estou emagrecendo. As dores aparcem ficam dois dias boa e dois con dor. Sera q poq acontece isso. Parece uma bola q fica se mexendo o dia todo…

  9. Olá Diogenes, Retirei a visícula a 14 anos atrás (por falta de informação). Nao tenho boa digestao. Tomar Sais de Bile purificado, poderia me ajudar, tem alguma contra indicação?

  10. Em 2014 precisei realizar uma cirurgia de hernia de hiato, sendo que na ocasião após ter realizado um exame de ultrassonografia abdominal total foi detectado pedras na minha vesícula. Não tinha o conhecimento que tenho hoje e concordei em fazer a retirada da minha vesícula. Embora que tenho mantido o mesmo peso sem qualquer alteração, alimento normal, porém regrado com frutas e legumes cozidos, não faço ingestão de gorduras, até porque não gosto muito. A minha duvida é, mesmo hoje não possuindo mais a vesícula, posso fazer o processo de limpeza do figado?

  11. Pingback: Afinal, o que são as “pedras” que saem na limpeza do fígado e da vesícula? | Diórgenes Tochetto·

  12. Fiquei triste de ler isso. Precisei retirar minha visicula às pressas, em uma crise de dor que quase me matou. No ultrassom, descobriram que minha bile estava 3 vezes do tamanho normal, inflamada, infeccionada, obstruída. Retirei a vesícula com mais de 20 pedras. Tenho apenas 25 anos, tenho uma alimentação super saudável e nunca sequer imaginei que eu pudesse ter qualquer problema na vesícula. Mal sabia que esse órgão existia. Se tivesse feito exames de prevenção, talvez soubesse das pedras antes, e talvez pudesse tratar de uma forma menos invasiva. Mas do jeito que aconteceu, eu não tive escolha. Faz 10 dias da minha cirurgia e já sinto os efeitos negativos. Estou o tempo todo arrotando, mal estar, fraqueza. Muito triste. Estou tentando apenas não ficar me culpando, porque realmente não dá para ficarmos fazendo exames de precaução em todos os órgãos do corpo. :/

  13. Quem retirou a vesícula depende OBRIGATORIAMENTE da reposição com sais biliares para que as vitaminas lipossolúveis sejam absorvidas? Fazer reposição de vitamina D, por exemplo, sem o uso de sais biliares, seria literalmente jogar dinheiro “fora”, por que não seriam mal-absorvidas ou sequer absorvidas ?
    Obrigado

  14. Passei pela cirurgia de vesícula há 6 meses e me arrependi profundamente. Se me alimento com algo um pouco mais com óleo, fico com diarreia, coisa que não sentia antes.

  15. Dr realizei uma cirurgia para retirada da minha visicula a um ano atrás porém não havia pedras e sim Barros ou lama biliares, mas para chegarem nesse diagnóstico tiver que viajar para outro país na Colômbia porquê os médicos aqui no Brasil na detectavam nada, só me passavam calmantes diziam que era para eu beber bastante água para eliminar essa lama biliar que estava na minha visicula, Dr Sou um milagre de DEUS passei por tantos sofrimentos e ainda estou vivo Graças a meu Bom DEUS. Tomava Medicamentos todos uns dias como tramal e outros medicamentos controlados, tomava em meia em meia horas para aliviar a dor, tenho 29 anos hoje, e sofria com este problema desde do meus 15 anos, quando cheguei na cidade da Colômbia fui submetido a vários exames, quando os médicos verificaram os exame do Brasil os médicos ficaram horrorizado meu TGO chegou a + de 900 e o TGP a + 800 tudo completamente altos fora do normal os exame no pâncreas altíssimo tudo em decorrência aos medicamentos fortes que me aplicavam aqui no Brasil. Os médicos colombiano diziam eles não estavam lhe ajudando e sim prejudicando, fui para sala de cirurgia com urgência quando os médicos retiraram minha visicula outro susto que tiveram minha visicula estava totalmente necrótica de tanto medicamento que me deram. eles diziam sua visicula não aguentou e se continuar-se com essa forma de tratamento no Brasil seus outros órgãos com certeza estariam comprometido. Dr eu não sei como lhe dizer mais acredito que o Brasil precisar melhorarar em tudo principalmente na aérea da saude, sim tem muitos médicos bons, mais muitos despreparados que só querem ser chamado de DR

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