Descubra como são criadas as superbactérias resistentes aos antibióticos.

Antibióticos são compostos químicos de origem natural ou sintética que atuam enfraquecendo ou levando à falência os agentes patogênicos, agindo, geralmente, seletivamente na população de microrganismos, como por exemplo nas bactérias.

A resistência a antibióticos acontece quando o indivíduo ingere esses compostos químicos de forma passiva ou ativa, por exemplo: através da automedicação (fármacos) e através da alimentação (carne de animais tratados com antibióticos e outros alimentos contaminados).

É uma ameaça à saúde pública, por conta disso, há alguns anos, foi proibida a venda deliberada de antibióticos nas farmácias; mas o uso na indústria alimentícia continua livre. Antigamente era possível ir à farmácia e comprar esses fármacos sem prescrição médica, facilitando, então, a resistência das bactérias.

Vale frisar que antibióticos só devem ser usados quando for necessário e cabe ao profissional da saúde saber o momento certo.

Nas bactérias os genes que conferem resistência aos antibióticos encontram-se, geralmente, em pequenos filamentos de DNA (os plasmídeos) que são transferidos de um organismo para o outro – mesmo de espécies diferentes – durante a conjugação (reprodução). Nesse processo, que é semelhante ao sexo bacteriano, as bactérias podem se unir e transferir DNA uns para os outros. Infelizmente, se uma bactéria insere um gene resistente em seu DNA cromossômico ou o obtém de um plasmídeo, toda a sua descendência herdará o gene e a resistência àquele antibiótico.

Essa resistência permanece e se espalha nas populações bacterianas através da lei de sobrevivência do mais adaptado. Porém existem outras formas dessas bactérias fazerem os antibióticos pararem de funcionar. Vejamos:

Prevenir o antibiótico de atingir o seu alvo: as bactérias criam estratégias para manter os antibióticos longe. Uma forma de impedir esses fármacos de alcançarem o seu objetivo é impedir que sejam absorvidos. As bactérias fazem isso alternando a permeabilidade de suas membranas celulares ou reduzindo o número de canais disponíveis para as drogas se difundirem. Algumas bactérias usam energia do ATP para bombear os antibióticos para fora da célula.

Mudança de alvo: quase todos os antibióticos funcionam pela aderência ao seu alvo, prevenindo-o de interagir com outras moléculas dentro das células. Algumas bactérias respondem alternando a estrutura do alvo (ou até mesmo substituindo-o dentro de uma outra molécula) de modo que o antibiótico não possa mais reconhecer o seu alvo e se ligar a ele.

Destruição do antibiótico: alguns tipos de bactérias produzem enzimas chamadas beta-lactamases que destroem a penicilina.

Criando bactérias mais fortes através dos somatides: Os somatides estão presentes nos tecidos e no sangue de todos os organismos vivos, onde normalmente permanecem em repouso de forma inofensiva. Essas formas de vida minúsculas comportam-se como limpadores de lixo do tecido e do sangue. Quando o bem-estar do corpo humano, ou a homeostase, estão ameaçados pela presença de material potencialmente prejudicial, uma transmutação ocorre, chamada de pleomorfismo. Com isso são criadas novas bactérias mais resistentes que as anteriores.

Leia também: Probióticos não são necessários. Conheça os somatides.

Alguns desses hábitos bacterianos contra os antibióticos são simplesmente capacidades inerentes, ou seja, não foram adquiridas; são inteligências próprias. Entretanto, existem bactérias que não possuem muitas defesas, é quando entra o processo de “troca” de informações (genes), no momento da conjugação bacteriana.

De uma forma simplificada, podemos descrever essa resistência da seguinte maneira:resistencia - diorgenes tochetto-01

1) A pessoa ingere o composto químico e uma porção de bactérias são atacadas por esse fármaco (entre essas bactérias estão algumas que já são resistem, por conta do uso deliberado de pequenas doses diárias de antibióticos – pela alimentação ou pelo uso de um fármaco por tempo e dosagem erradas).

2) A maioria das bactérias morrem, mas algumas que são resistentes conseguem sobreviver.

3) Essas bactérias resistentes que sobreviveram, multiplicam-se ou trocam informações e tornam-se mais comuns (aumentam sua população ou sua “inteligência”).

4) Dessa forma, eventualmente, essas bactérias resistentes a antibióticos tornam-se a maioria da população bacteriana, dificultando o tratamento das doenças.

O que fazer para evitar esta situação?

– Manter uma alimentação saudável, sem consumir alimentos contaminados com antibióticos (é necessário a criação de novas leis para haver controle e fiscalização dos órgãos competentes).

– Consumir alimentos com substâncias antimicrobianas, como por exemplo: gengibre, cebola e alho.

– Usar antibióticos somente quando forem prescritos por um profissional da saúde.

– Completar o ciclo do tratamento, mesmo que já esteja se sentindo melhor.

– Não compartilhar drogas antimicrobianas ou utilizar prescrições que sobraram.

– Lavar as mãos e evitar contato próximo com pessoas doentes.

– Evitar ir a hospitais. Caso precise visitar algum amigo ou familiar, use as técnicas assépticas disponíveis do local. Todo cuidado é pouco!

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