Afinal, o que são as “pedras” que saem na limpeza do fígado e da vesícula?

Como eu não gosto de enrolação, já começo este artigo respondendo à pergunta: as “pedras” que saem na limpeza do fígado e da vesícula são formadas a partir da bile!

Portanto, 99% do que você vê no vaso, após a limpeza, não são “pedras”, mas sim bile.

Isso não significa que o protocolo seja uma farsa, ou até mesmo um mero efeito placebo. Continue lendo este artigo que você irá entender.

Informações sensacionalistas.

O problema começou com os achismos de alguns autores, os quais afirmam, com certeza absoluta, que tudo aquilo que sai durante a limpeza são cálculos biliares; bem, isso não poderia estar mais longe da verdade.

De fato, quando alguém leva essas “pedras” ao laboratório, é confirmado que são compostas por colesterol e sais biliares, que é a composição da maioria dos cálculos; mas colesterol e sais biliares também é a composição da bile, uma vez que os cálculos são bile endurecida.

Alguns desses autores fazem afirmações que deixam qualquer conhecedor de fisiologia humana de cabelo em pé! Uma das mais graves, com certeza, é a afirmação de que é possível eliminar um cálculo biliar do tamanho de uma bola de tênis. Aliás, várias pessoas já evacuaram “pedras” até um pouco maior, mas eram nada mais do que bile misturada com azeite.

Muitas pessoas, durante a limpeza, evacuam uma quantidade de “pedras” maior do que seria possível caber dentro de um fígado “oco”. O que quero dizer com “oco”? Imagine um fígado que é vazio por dentro, agora encha-o dessas “pedras”. Pois é, mesmo assim ainda não caberia tudo lá dentro. Mas algumas pessoas teimam em afirmar que, sim, todos aqueles “cálculos” estavam dentro da vesícula e dos ductos do fígado.

Fisiologicamente falando, isso é impossível! Se uma pessoa estivesse com tantos cálculos intra-hepáticos já estaria morta há muito tempo.

O volume dessas “pedras” aumentam (maior do que a quantidade da mistura de azeite que se toma) porque a bile se mistura ao azeite.

Para entender melhor como funciona a expulsão dessas pedras e o diâmetro de cada ducto, eu recomendo que você leia outro artigo que eu escrevi: clique aqui.

Pedras verdes de sabão?

A saponificação não existe dentro do corpo humano; só é conseguida através de produtos químicos específicos, fora do corpo (in vitro).

Os ingredientes do protocolo da limpeza (sulfato de magnésio, azeite de oliva, limão e laranja) não formam “pedras de sabão” no intestino.

A aparência mole e que derrete com o calor ou na temperatura ambiente, é devido à consistência da bile. Os verdadeiros cálculos biliares são duros e não derretem.

Por causa da intolerância ao azeite de oliva, muitas pessoas têm usado outros tipos de óleos com colorações diferentes, e produzem, sempre, as mesmas “pedras” verdes. Isso por si só prova que não é um processo criado pela saponificação dos ingredientes, mas sim criado pelo processo de evacuação da bile espessa e de baixa qualidade.

Muitas pessoas evacuam “pedras” de diferentes cores: preto, vermelho, verde, branco e amarelo. O azeite de oliva não possui agentes colorantes, e mesmo se tivesse formaria sempre “pedras” da mesma coloração.

A cor dessas “pedras”, que saem durante a limpeza, depende de vários fatores químicos da bile do indivíduo. No caso das brancas, é devido à falta de bile.

Várias pessoas evacuam essas “pedras” até mesmo antes de tomarem a mistura de azeite. Isso prova que o que vemos como resultado da limpeza não é obra dos ingredientes do protocolo.

Se não são cálculos, então para que fazer esse protocolo?

Como você já percebeu, o foco do protocolo é a bile! Não somente a bile, mas qualquer outra forma de obstrução; qualquer coisa que esteja no meio do caminho dos ductos ou dentro da vesícula.

A bile é um material criado pelo corpo que serve para uma infinidade de coisas, mas principalmente para digerir gordura, desintoxicar substâncias lipossolúveis e regular a flora intestinal.

A bile é difícil de ser criada, depende de uma ótima nutrição; por esse motivo a maioria das pessoas passam boa parte da vida reciclando bile. Como a bile é o principal meio de desintoxicação do corpo, quando ela é reciclada, muitas toxinas também são reabsorvidas. Por isso é tão importante evacuá-la.

O termo “bile velha” serve para definir uma bile espessa, de baixa qualidade e tóxica, resultado de um organismo desnutrido e intoxicado.

No protocolo da limpeza, essa bile velha é jogada fora e o fígado está livre para criar uma nova bile, ou seja, poderá abastecer a nova bile com novas toxinas, que estavam guardados nos tecidos do corpo.

Os cálculos biliares verdadeiros saem junto à bile, ou seja, fica tudo misturado, porém 99% do que se vê no vaso é pura bile.

Algumas pessoas podem pensar: “mas então basta ficar sem consumir gordura por um tempo e depois fazer uma refeição rica em gordura”. Não é assim que funciona!

No protocolo existem as regras que fazem toda diferença: o ácido málico que irá amolecer as obstruções e o sulfato de magnésio que relaxará os ductos, facilitando a expulsão das obstruções. Portanto não basta fazer uma refeição rica em gordura para evacuar a bile velha.

Outro fato importante é que sem um trânsito intestinal rápido, a bile será reabsorvida. Por esse motivo que é aconselhado tomar uma dose de sulfato de magnésio na manhã do dia seguinte e fazer um enema de água. Também aconselho fazer uma refeição rica em fibra no dia seguinte à limpeza, para acelerar o trânsito intestinal e fazer com que a bile velha não seja reabsorvida.

Portanto chegamos à resposta: vale a pena fazer esse protocolo para se livrar de obstruções.

Entende-se por obstruções: cálculos intra-hepáticos, cálculos da vesícula, lama-biliar, obstruções no ducto cístico ou colédoco (que causa pancreatite e inflamação), bile velha e parasitas.

E os cálculos da vesícula?

Entende-se por “cálculos biliares” as obstruções de dentro da vesícula. Portanto, sim, esse protocolo é o mais indicado para esse tipo de problema.

Dependendo do tamanho do cálculo, será possível eliminá-lo através da limpeza. Caso contrário será preciso tentar dissolvê-lo ou simplesmente torná-lo assintomático, para que seja possível conviver com ele, sem precisar remover a vesícula.

Várias pessoas já comprovaram, através da ultrassonografia, que uma série de limpezas do fígado e da vesícula removeram a maioria de suas pedras. Em alguns casos o protocolo conseguiu eliminar todas as obstruções. Isso, com certeza, não é um simples efeito placebo, uma vez que o protocolo tem uma clara explicação cientifica.

Para entender como o protocolo funciona e para descobrir o tamanho máximo que uma pedra pode ter para ser expulsa da vesícula, leia este outro artigo: clique aqui.

Para ver algumas ultrassonografias que comprovam a eficácia da Limpeza: clique aqui.

Para descobrir a importância de evitar, a todo custo, a remoção da vesícula biliar, clique aqui.

As limitações do protocolo.

Quando se fala em desintoxicação, o fígado é o principal órgão do corpo humano, mas obstruções não são a única causa de problemas. As obstruções não surgem do nada. Portanto removê-las apenas fará com que você ganhe tempo.

As obstruções biliares são resultado da desnutrição.

Quando digo desnutrição não estou falando da nutrição que a maioria das pessoas conhecem: “prato colorido de 3 em 3 horas”, mas sim dos nutrientes que o fígado precisa para criar uma bile de qualidade.

Como já mencionei, a bile é o veículo de desintoxicação do corpo; sem bile não há limpeza interna. O protocolo da limpeza do fígado e da vesícula nada faz para melhorar esse quesito, porém pode ser um divisor de águas. Vale a pena experimentar!

Deixarei o tema “nutrição e suplementação necessária para apoiar o fígado” para um próximo artigo.

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6 Respostas para “Afinal, o que são as “pedras” que saem na limpeza do fígado e da vesícula?

  1. Prezado doutor:
    Onde voce diz ” bile expeça” creio que voce queria dizer ESPESSA, nao ? Uma bile pesada e grossa.
    Bile “expeça ” nao faz sentido.
    No mais, obrigada por seus artigos.
    Tecnicamente sao coerentes.

  2. Diógenes, me esclarece uma coisa, eu li o seu artigo e já li o livro do Moritz o que me deixou com algumas dúvidas. Eu não tenho pedras na vesícula, mas sou alérgica a muitas coisas e tenho asma, tudo depois de passar por uma cesariana. Eu faço as limpezas na esperança de me livrar dessas alergias e procuro manter uma alimentação saudável. No livro ele diz ser necessário mais de 12 limpezas sendo que em duas consecutivas não sair mais “pedras”, seria de fato necessário o prosseguimento dessas limpezas até que não saia mais bilis espessa? Desculpe abusar, mas você acha possível eu reverter o meu quadro ou conhece algum caso semelhante ao meu?

    • Olá, Any.
      A regra é clara: se você não nasceu com o problema, então tem cura.
      Não concordo com o autor em várias coisas, umas delas é o fato que você mencionou de que são necessárias 12 limpezas para se curar de algo; se a pessoa não vir resultado em 3 limpezas, então o protocolo não está lidando com o problema raiz dela.
      Você não precisa ficar presa a esse protocolo; existem muitas outras coisas que você pode fazer para recuperar a sua saúde.
      Até mais. 🙂

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